Classificação Científica
Nome Científico
Diglossa duidaeChapman, 1929Nome em Inglês
Scaled Flowerpiercer
Fura-flor-escamado
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) di = dois; e glössos, glossa = língua, línguas; e de duidae = referente a região do Monte Duida, na Venezuela. ⇒ (Ave) com duas línguas do monte Duida ou (ave que fala) duas línguas do monte Duida.
Características
Mede entre 13 e 14 centímetros de comprimento (Isler and Isler, 1987; Hilty, 2011) e pesa entre 11,9 e 18,5 gramas.
Sua plumagem é uniformemente cinza escura com a cabeça levemente mais escura e apresentando um tom azulado (Hilty, 2003, Restall et al., 2007, Ridgely e Tudor, 2009). A garganta e a parte superior do peito são de coloração cinza azulada e o ventre é mais claro que o peito (Isler e Isler, 1987). As penas do peito têm tons de cinzento com as franjas azuladas mais escuras, dando ao peito uma aparência escamada. O ventre é manchado e o crisso é barrado de cinza escuro e branco (Isler e Isler, 1987; Hilty, 2003; Restall et al., 2007).
As íris são castanho-avermelhadas o bico apresenta a maxila preta e a mandíbula cinzenta com a ponta preta. O tarsos e pés são acastanhados.
O jovem da espécie tem aparência semelhante ao adulto da espécie, mas é cinza escuro com a coroa preta e não apresenta o tom azulado típico dos adultos. As coberteiras dorsais apresentam as bordas brancas formando duas fracas bandas alares cinzentas (Hilty, 2003; Restall et al., 2007). A porção ventral do jovem apresenta coloração cinzenta uniforme (Hilty, 2003).
fura-flor-escamoso adulto
fura-flor-escamoso jovem
Subespécies
Possui três subespécies reconhecidas:
Diglossa duidae duidae (Chapman, 1929) – ocorre no sul da Venezuela nos montes Parú, Huachamacari, Duida e Marahuaca; e no sudoeste de Bolívar (Meseta de Jaua e Cerro Sarisariñama).
Diglossa duidae hitchcocki (Phelps, Sr & Phelps, Jr, 1948) – ocorre no sul da Venezuela, nos montes Sipapo, Guanay e Yaví. Esta subespécie apresenta plumagem mais brilhante do que a subespécies nominal, com partes inferiores com manchas acastanhadas e escamas da nuca para baixo, sendo as manchas maiores e mais bronzeadas no ventre (Hilty 2011, Restall et al., 2007). As coberteiras subcaudais desta subespécie apresentam escamas brancas (Hilty 2011).
Diglossa duidae georgebarrowcloughi (Dickerman, 1987) – ocorre no sul da Venezuela e na região adjacente da fronteira com o Brasil no pico da Neblina.Esta subespécie apresenta coloração semelhante à subespécie nominal, mas é maior que as outras duas subespécies e também é mais escura, mais negra acima com um ligeiro brilho azulado, particularmente na cabeça dos indivíduos do sexo masculino. As porções inferiores são fortemente escamadas e manchadas. Sua garganta é preta (Restall et al., 2007, Hilty 2011).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Alimentação
Alimenta-se com a mandíbula inferior perfurando a flor para extrair néctar ocasionalmente alimenta-se de insetos (Isler e Isler, 1987, Hilty 2003, Hilty, 2011).
fura-flor-escamoso se alimentando
Reprodução
Hábitos
Distribuição Geográfica

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Hilty, S. 2003. Birds of Venezuela. Princeton University Press, Princeton, New Jersey.
Hilty, S. L. 2011. Family Thraupidae (Tanagers). Pp 46-329 in: del Hoyo, J., Elliot, A. & Christie, D. A. eds. Handbook of the Birds of the World, Vol. 16. Tanagers to New World Blackbirds. Lynx Edicions, Barcelona.
Isler, M. L., and P. R. Isler. 1987. The Tanagers. Natural History, Distribution, and Identification. Smithsonian Institution Press, Washington, D.C.
Restall, R., C. Rodner, and M. Lentino. 2007. Birds of northern South America: an identification guide. Volume 1. Species accounts. Yale University Press, New Haven, Connecticut.
Ridgely, R. S., and G. Tudor. 2009. Field guide to the songbirds of South America. The passerines. University of Texas Press, Austin, Texas.Ryder, T. B., and J. D. Wolfe. 2009. The current state of knowledge on molt and plumage sequences in selected Neotropical bird families. Ornitologia Neotropical 20: 1-18.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
del Hoyo, J.; et al., (2016). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
Gill, F. & Wright, M. - IOC World Bird List 2017. Birds of the World - Recommended English Names. Princeton University Press, Princeton, N.J., and Oxford, UK.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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